 Chagas (no meu jardim em Portugal)
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História: Originária do Peru, a capuchina foi trazida para a Europa, no séc. XVII, pelos Espanhóis,
que lhe chamaram então agrião da Índia. Na planta original a flor era amarela, mas com os vários cruzamentos
ao longo dos séculos, hoje em dia as flores podem declinar-se numa só cor ou em mistura de cores, sempre na gama dos amarelos, do laranja e do vermelho.
Já no séc. XVIII, os Ingleses conservavam os botões florais em vinagre, como se faz com as alcaparras, e a receita encontra-se num livro - "The British Housewife" - escrito em 1770 por Martha Bradley.
Na Turquia, a salada de capuchinhas é muito apreciada pelo sabor delicado e um pouco picante das suas folhas e, na América, costuma-se esmagar as folhas e as flores para assim se fazer uma pasta, que se mistura com a manteiga para barrar o pão.
Origem do nome: O nome vernáculo, capuchinha, deriva de capus e faz alusão à forma da flor, que parece um capuz de frade.
Cultivo: Plantas anuais, trepadeiras ou rastejantes, as chagas - como são mais vulgarmente conhecidas em Portugal - não precisam de solos muito ricos para se desenvolverem, apreciam o sol em chapa nos climas temperados e a meia-sombra em climas mais quentes.
A propagação, por sementes (grandes), faz-se na Primavera, aparecendo as flores cerca de oito semanas depois da germinação. Plantar a cerca de 30 cm umas das outras.
Utilizações: As chagas são certamente as trepadeira anuais mais cultivadas e igualmente umas excelentes plantas para cobrir o solo, preservando-o assim das ervas daninhas.
O seu defeito é atrair o piolho ou pulgão, mas até acaba por ser uma qualidade, pois ao captar estes parasitas, evita que eles vão para as outras plantas.
Na cozinha, as folhas e as flores são deliciosas em saladas mixtas; as flores decoram lindamente qualquer prato, e os seus botões florais conservam-se no vinagre como as alcaparras.
Também se podem esmagar as folhas e as flores, misturando a pasta obtida à manteiga, para barrar o pão.
Virtudes das capuchinas: As folhas e as flores contêm um antibiótico natural que não destrói a flora intestinal e que se tem revelado eficaz contra certos micro-organismos.
Prescrevem-se as folhas cruas ou em infusão para tratar infecções do sistema genito-urinário e das vias respiratórias, e também como diurético e depurativo.
Todas estas propriedades eram já conhecidas dos Índios do Peru quando os Europeus lá chegaram.
Devido ao facto de conter uma enzima, a mirosina, que queimas as gorduras, as capuchinhas são um excelente auxiliar nos regimes de emagrecimento, exercendo ao mesmo tempo uma acção
tonificante em virtude da sua riqueza em vitamina C e em oligo-elementos. Considera-se que as capuchinas favorizam ainda a produção dos glóbulos vermelhos.
No campo veterinário, há quem atribua às capuchinas um poder preventivo contra a varíola das aves galináceas.
Dulce Rodrigues
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