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Dulce Rodrigues, escritora

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O ALHO, um dos maiores amigos da nossa saúde
(do latim "Allium Sativum")
 
 

 
 
Cabeças de Alho

História: Originário da Ásia, o alho cresce no sul da Europa e na zona do Mediterrâneo, e foi sem dúvida uma das principais plantas medicinais conhecidas e cultivadas desde a Antiguidade. Entre os tesouros descobertos no túmulo de jovem Tutankhamon, faraó do Egipto por volta de 1343 a.C., foi encontrado alho.

Não se sabe por que caminho o alho chegou ao Egipto, mas segundo fontes históricas, os operários que construiram as pirâmides recebiam uma parte do seu salário em alho, bem como uma ração diária desta planta, a fim de melhorarem a sua resistência física às doenças e às epidemias.

E por mais extraordinário que possa parecer, a primeira greve de que há evidência escrita ocorreu durante a construção da Grande Pirâmide de Queopse (cerca de 1580 a.C.), e teve exactamente como origem... o alho!

Segundo parece, os Hebreus que viveram no Egipto apreciavam bastante o alho, e quando do Êxodo recordavam com muita saudade os pratos de peixe, temperados com alho e cebola, que aí lhes eram servidos. Algumas centenas de anos mais tarde, cabe à Grécia clássica fazer uso do alho como fortificante para os seus atletas. Ainda mais tarde, vamos encontrar na antiga Roma a prescrição do alho como vermifuge e também como revigorante para os militares em campanha.

Durante a terrível epidemia de peste que assolou Marselha na Idade-Média, conta-se que três ladrões, que tinham sido condenados a retirar das ruas os cadáveres dos mortos com a peste, continuavam de saúde apesar dos perigos de contaminação. As autoridades da cidade prometeram-lhes a liberdade se eles revelassem qual era o segredo. Era simplesmente que eles bebiam todas as noites uma poção de alho para se precaverem contra a peste.

Ao longo dos séculos, o alho tem sido considerado o remédio-rei contra uma grande parte das doenças, e de novo durante a peste que atingiu os bairros pobres de Londres, no século XVIII, os padres franceses que prestaram auxílio não foram contaminados porque consumiam alho diariamente. Também durante a Segunda Guerra mundial, o alho era utilizado nos pensos com que os médicos cobriam as feridas, a fim de evitar a gangrena: além das suas propriedades protectoras a nível cárdio-vascular, é igualmente um poderoso agente anti-infeccioso.

Cultivo: Planta anual, o alho aficiona os solos ricos e férteis e um bom lugar ao sol. No Outono, procede-se à plantação dos bulbilhos com as pontas para cima, sendo a recolha no Verão, logo a seguir à floração. A distância entre os bolbos deve ser de cerca de 15 cm.

Utilizações: Não é preciso fazer a apresentação do alho como condimento por excelência: a cozinha dos países mediterrânicos utiliza-a desde sempre, e não será por acaso que nestes mesmos países a percentagem de pessoas sofrendo de doenças do coração é tão inferior em relação à dos países que não utilizam tradicionalmente o alho. A parte utilizada é o bolbo.

Há quem perfume o vinagre com alho, e também se usa alho para temperar a manteiga. Na China, prepara-se mesmo um mel perfumado a alho. Claro que "não há bonito sem senão", o grande defeito do alho é - todos sabemos - deixar mau hálito, que contudo é eliminado comendo logo a seguir um pouco de salsa fresca ou mastigando grãos de café.

O alho é também uma das plantas utilizada em agricultura de “companheirismo”. Este método de cultivo era muito praticado até fins do século XIX, antes da era dos pesticidas, e consiste simplesmente em proporcionar às culturas o melhor ambiente natural possível, escolhendo para o efeito as plantas vizinhas que lhe são benéficas. O alho é muito bom em associação com alfaces, espinafres, cenouras e beterraba. Deve igualmente plantar-se à volta das árvores de fruto, pois, tal como exerce uma acção benéfica sobre o nosso sistema imunitário, o alho também tem uma acção de protecção das plantas, tornando-as mais fortes contra as doenças que normalmente as atacam.

As virtudes do alho: As virtudes medicinais provêm de uma substância particular chamada aliina e duma enzima, a aliinase. Quando se esmaga ou corta o alho, estas duas componentes entram em contacto e transformam-se na alicina, que é a responsável pelos efeitos terapéuticos do alho,... mas também pelo seu cheiro.

O alho impede o desenvolvimento de numerosos vírus e bactérias, e também de vermes intestinais. Contribui ainda para baixar o nível do (mau) colesterol e das gorduras no sangue e, em vários países, utiliza-se para tratar casos ligeiros de diabetes: constatou-se, com efeito, que o alho tanto pode ocasionar uma subida como uma descida do nível de açúcar no sangue, donde se depreende que pode ser um regularizador da insulina.

Além disto, o alho tem uma acção notável sobre o sistema imunitário, tendo-se verificado em certas regiões da China, onde se consome bastante alho, que se encontram muito menos casos de cancro, sobretudo o cancro do cólon, do que numa região vizinha onde praticamente não se come alho.

Não devemos esquecer, contudo, que em doses massivas o alho pode provocar problemas de indigestão e, até, uma maior sensibilidade dos olhos à luz. Como para todas as coisas, "no meio termo é que está a virtude"!

© Dulce Rodrigues

 

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