Noz de acaju, madura
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História: Embora a Índia seja actualmente o maior produtor mundial de nozes de acaju (ou caju), o cajueiro é originário do Nordeste do Brasil. Aqui vai a história de como esta planta chegou à Índia.
Os Portugueses descobriram a noz de acaju no Brasil em 1578 e levaram-na para a Índia e também para a parte oriental da África.
A intenção inicial ao plantarem as nogueiras de acaju não era a produção de nozes para alimentação – que só aconteceu mais tarde – mas sim impedir a erosão da costa.
As árvores adaptaram-se tão bem à Índia, especialmente na região de Kerala, que acabaram por se “naturalizar”.
Numa das paredes exteriores da igreja ortodoxa de Kottayam, no Kerala, pode ver-se um alto relevo representando um pássaro exótico (provavelmente também trazido do Brasil pelos Portugueses) que tem no bico uma noz de acaju.

Origem do nome: A palavra "acaiu" (que deu acaju ou caju em portugês) vem da língua tupi e significa noz que se produz.
Na tradição oral, porém, "acayu" ou "aca-iu" refere-se a ano, uma vez que os indígenas do Brasil contavam a idade a cada floração.
Utilizações: As nozes de acaju utilizam-se imenso como aperitivo, especialmente quando tostadas e/ou salgadas.
Também são altamente apreciadas cobertas de chocolate, e o seu sabor delicado dá uma ponta de exotismo a sobremesas e até mesmo a outros cozinhados.
Mas, são sobretudo as suas virtudes salutares que nos interessam.
Virtudes da noz de acaju: Além de terem um bom sabor, as nozes de acaju são fonte de gorduras monoinsaturadas e de minerais essenciais como ferro, cobre, zinco, magnésio e fósforo.
Com o seu elevado teor de cobre, as nozes de acaju são assim um óptimo antioxidante, pois contribuem para eliminar os radicais livres, desenvolvem o tecido ósseo e produzem melanina, o pigmento da pele e do cabelo.
Mas as nozes de acaju trazem ainda mais benefícios ao corpo humano protegendo o coração contra o risco de doenças cardiovasculares e coronárias, pois a noz de acaju não tem colesterol, contrariamente a outros frutos secos.
E o seu elevado teor de ácidos monoinsaturados ajuda a equilibrar o nível do bom colesteral (HDL).
Algumas experiências clínicas recentes mostraram ainda que as nozes de acaju são benéficas a quem tem diabetes ou se encontra em risco de os ter.
Há quem diga também que o consumo moderado de nozes de acaju pode ainda mostrar-se efectivo na luta contra a queda dos dentes, contra o acne e até mesmo em casos de tuberculose e lepra,
devido a alguns químicos presentes neste fruto que matam as bactérias gram-positivas.
Se é amigo do seu coração, não deixe que haja "mais vozes do que nozes" e delicie-se a comer nozes de acaju pelo menos 4 vezes por semana, mas com moderação.
E se consumidas com moderação, as nozes de acaju até podem ter um efeito benéfico no controle do nosso peso!
Depois de ter estado na Índia em Fevereiro de 2010, passei a gostar ainda mais destes frutos secos.
Só mais um conselho: assegure-se de que sejam frescas!
© Dulce Rodrigues
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