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A LENDA DO AZEVINHO
Na época de Natal, por todo o lado se vêem ramos de azevinho com as suas bagas coloridas de vermelho.
Talvez muitos de vós não saibam como é que esta planta se tornou, de certo modo, um símbolo desta quadra festiva, por isso, vou contar-vos como isso aconteceu.
O azevinho era a planta sagrada de Saturno que, na mitología romana, era o equivalente do antigo titã grego Cronos, pai de Zeus.
Era essa planta que os antigos Romanos utilizavam durante a Saturnalia, uma das festividades pagãs que está na origem da data de 25 de Dezembro para a celebração do Natal.
Durante essas festividades, os Romanos ofereciam uns aos outros coroas de azevinho e decoravam também as estátuas de Saturno com ramos desta planta.
Os primeiros Cristãos adoptaram esta tradição, a fim de não levantar suspeitas e evitar perseguições, e foi assim que o azevinho perdeu o seu carácter pagão
para se tornar num símbolo cristão, típico da quadra de Natal, pelo menos nos países ocidentais:
as suas folhas pontiagudas representam os espinhos da coroa que Jesus levava na cabeça; o verde da sua folhagem representa a vida eterna; e o vermelho das suas bagas, o sangue de Jesus.
Como não podia deixar de ser, existe também uma lenda cristã associada a esta planta. Segundo essa lenda, quando a Sagrada Família era perseguida pelos soldados do rei Herodes,
que queria mandar matar o Menino Jesus, houve muitas plantas que lhes deram protecção. Uma dessas plantas foi o azevinho.
Nessa época, o azevinho ainda não era um arbusto de folha persistente, mas a Virgem Maria, ao ver que os soldados de Herodes estavam quase a apanhá-los e não vendo nenhuma outra planta que pudesse protegê-los,
pediu ao azevinho que os escondesse dos olhares dos soldados e – oh, milagre – as folhas cresceram de novo e o azevinho estendeu os ramos e escondeu a Sagrada Família.
Muito reconhecida, a Virgem Maria abençoou a planta, concedendo-lhe o dom de se conservar para sempre verde. E foi assim que o azevinho se tornou um arbusto de folha persistente, símbolo de imortalidade.
Na Europa da Idade-Média, o azevinho era símbolo de felicidade. Devia plantar-se este arbusto em frente da casa, para a proteger dos trovões e das faíscas.
Quanto às folhas e às bagas, acreditava-se que elas afastariam as bruxas e os maus espíritos.
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© Dulce Rodrigues
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