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Crítica literária sobre Era uma Vez uma Casa
(original em francês)
Uma obra cheia de sensibilidade e de ternura, na qual o coração se sobrepõe à razão para nos levar à descoberta de uma vida verdadeira em que cada ser vivo tem lugar.
Dulce Rodrigues mostra-nos com talento que, por vezes, precisamos de voltar a encontrar o nosso coração de criança para nos abrirmos às realidades da vida que nos proporcionam verdadeiras fontes de alegria.
Uma casa abandonada… lamenta-se por não encontrar à sua volta qualquer sinal de vida. Finalmente, um dia, os animais começam a chegar (ratinhos, patos, gato, aranha...) e a dar animação ao lugar.
Pouco a pouco, todo este pequeno mundo acaba por ultrapassar as suas divergência e por viver em harmonia. Ao ritmo das estações, todos eles, com a casa, a verdura, as flores, os frutos, os legumes criam um lugar de paz e de equilíbrio.
"Os dias passavam pois alegremente…" Um dia, porém, tudo se degrada com a chegada do homem. Por sua initiva, alguns animais morrem, outros fogem. Depois de algumas desditas, o seu fiel amigo, o cão, com toda a diplomacia fá-lo tomar consciência de que todos os animais lhe são úteis para viver convenientemente, e estes acabam por concordar em regressar a casa.
Cada um retoma a sua anterior tarefa, para assim criar um novo universo de serenidade e de felicidade.
Dulce Rodrigues mereceu bem o prémio literário que o Centre International d'Expression Littéraire et Artistique (CIELA) lhe atribuiu por esta obra que nos faz prestar uma nova atenção à vida, abrindo-nos os olhos para um mundo onde a beleza transcende toda a fealdade.
Não posso senão felicitá-la por nos conduzir por caminhos da vida que, infelizmente, escapam por vezes aos nossos olhos de adultos. Ela soube com ousadia dar asas à sua imaginação para nos pôr em presença de um pequeno mundo que vive à volta de uma casa, recriada com felicidade perante os nossos olhos.
Leitores a quem a poesia da vida seduz, esta obra mostrar-vos-á com subtileza a interdependência que existe entre o homem, os animais, as plantas, para existir e subsistir. Nela encontrareis recordações, ou alegrias ignoradas, de um tempo em que os homens viviam mais em harmonia com a natureza.
Serge LAPISSE
Escritor, filósofo, poeta
Doutor em Direito
Presidente do CIELA

LIVRO de VISITAS
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