Ao fazer agora uma pesquisa sobre as Regiões de Turismo em Portugal, dei com um comentário na página
Diplomata Tours
em que um tal Sr. Filipe Gomes escrevia, a 28 de Dezembro de 2007: Sem duvida que portugal cada vez mais est+a nos olhos de turistas extrangeiros.
Um bom exemplo disso é esta casa de Turismo de Habitação, que conheço, e a sua ocupação baseia-se essencialmente em turistas extrangeiros.
Se achar oportuno, pode divulgar.
Realmente é interessante. O dito senhor escreve ‘portugal’ com letra minúscula e depois escreve ‘Turismo de Habitação’ com letra maiúscula.
Que a auto-estima de certos Portugueses é baixa, já se sabe. Mas a este ponto, é espantoso.
A não ser que seja ignorância, pois o dito senhor também escreve ‘extrangeiros’ com “x”, 'duvida' sem acento (este erro é de menor importância)...
Mas, mesmo um analfabeto certamente tem a mínima noção de que o nome de um país, tal como o de qualquer pessoa, se escreve com maiúscula.
A auto-estima deve, pois, ser a razão de tremendo erro.
Algumas das pessoas que visitam as minhas páginas das plantas medicinais colocam-me, por vezes,
perguntas cujas respostas poderão interessar outros leitores com as mesmas dúvidas. Assim, resolvi ir publicando aqui no meu blogue essas informações. Espero que sejam de utilidade.
SOBRE A URTIGA
Conceição Pereira, de Lisboa, perguntou-me se a urtiga branca era a mesma planta que a urtiga comum. Foi uma pergunta muito importante, relativamente à qual esclareci o seguinte.
A urtiga comum, nome científico urtica dioica (aquela de que falo no meu artigo), pertence a uma família diferente da urtiga branca, cujo nome científico é lamium album.
Não se devem confundir, embora o aspecto seja semelhante, mas a urtiga branca não “pica”, isto é, não tem características urticantes.
As flores da urtiga branca são igualmente bastante diferentes das da urtiga comum. Contudo, têm algumas propriedades em comum: ambas são benéficas em casos de reumatismo e gota
(especialmente a urtiga branca) e obstipação; uso externo em casos de contusões e queimaduras. As sumidades floridas de ambas as plantas são ricas em taninos e mucilagens.
Raquel de Albuquerque, de Mauá, perguntou-me onde poderia encontrar mudas de urtiga, pois estava fazendo um curso de plantação de tomates orgânicos em Suzano e o professor tinha falado sobre a planta.
E acrescentou “aí me lembrei do tempo de infância em que a minha avó tinha um plantio de urtigas”. E como jovem interessada, foi pesquisar e encontrou o meu artigo.
Quando a Raquel me escreveu, já era o fim da Primavera no Brasil e o tempo certamente estava muito quente e as urtigas quase em flor, o que não era a estação ideal para as transplantar.
Elas gostam mesmo é de frescura. Assim, respondi: Contudo, se tem por aí perto terrenos incultos, tente ver por baixo ou à volta de árvores ou arbustos se encontra alguma urtiga.
Se assim for, com uma pequena pá de jardinagem (que deve levar consigo) faça um rego circular a toda a volta da planta, depois meta a pá por baixo e retire a planta com esse torrão à volta.
Replante à sombra e rege copiosamente, e depois também todos os dias para manter a frescura. Se a planta resistir, em breve dará flores. Depois, é só estar atenta às sementes, e para o ano que vem terá lindas plantas.
José Luiz, de Luziania-Goias, perguntou-me se a urtiga fazia bem às pessoas que têm psoríase crónica e como poderia obter a planta. A minha resposta foi:
Vou contar-lhe a minha experiência. Desde criança que tinha os cabelos gordurosos e com caspa. Aí por volta dos 50 e tantos anos, comecei a interessar-me mais pelas plantas da saúde (medicinais)
e uma das primeiras foi exactamente a ortiga. Para prevenir a osteoporose, comecei a tomar drageias de ortiga e a fazer chá da planta.
Desde há muitos anos que deixei de ter o cabelo gorduroso e, portanto e caspa e o meu cabelo tem um ar saudável como nunca teve enquanto eu era jovem. As pessoas até chegam a elogiar-me o cabelo que tenho.
Não sei se terá algum efeito na psoríase, mas experimente, porque a ortiga é uma planta maravilhosa que só lhe vai fazer bem, também a nível geral.
Pode consumi-la em drageias, por exemplo da marca Arko (Arkocaps) se a encontrar nos USA. E para os seus chás, dê uma volta pelos campos, pois elas encontram-se normalmente por todo o lado e também nos jardins.
Se conseguir arranjar sementes, então pode criar mesmo um canteiro de ortigas. O seu efeito benéfico estende-se também às plantas plantadas ao lado.
Conceição Pereira, de Lisboa, perguntou-me com que frequência se poderia tomar infusão de urtiga e se haveria alguma contra-indicação em a tomar todos os dias.
Respondi-lhe que A infusão de ortigas não tem qualquer contra-indicação – a não ser que a pessoa seja alérgica a alguma substância que a compõe, o que é altamente improvável.
Pode, assim tomá-la todos os dias, de preferência durante um período de três semanas. Normalmente, todas as plantas devem ser tomadas durante esse período de tempo, depois repouso de uma semana.
E isto pela simples razão de que os efeitos dos princípios activos das plantas se prolongam por cerca de uma semana.
O que não acontece, evidementemente, com os medicamentos sintécticos, que são de acção imediata, porém nunca vão ao fundo do problema, mas sim “camuflam” as verdadeiras causas do mesmo
e, na maior parte dos casos, como sabe, acabam por provocar outros problemas colaterais. Há plantas que têm contra-indicações, mas sobre essas não escrevo.
Tem como exemplo a beladona, que em pequenas doses pode ter efeitos benéficos, mas que por outro lado pode ser mortal; era um dos venenos utilizados na antiga Roma.
Mas há tantas plantas na natureza que não fazem mal nenhum e têm o mesmo efeito das outras, que não precisamos de utilizar aquelas que poderão trazer complicações.
Obviamente que há casos pontuais em que uma planta absolutamente inofensiva possa ter algumas contra-indicações. É o caso da salsa, que é desaconselhável às grávidas porque pode causar aborto.
SOBRE A SALSA
Dirley Ferreira, de Santo Antônio do Descoberto, ao ler sobre a salsa, admirou-se de ser uma planta com tantas virtudes para a saúde. Respondi-lhe que:
A salsa é efectivamente óptima para a saúde e fácil de cultivar. Eu tenho um grande jardim em Portugal, mas também a cultivo em vaso (pote enorme).
Costumo pôr as folhas da salsa na salada, inteiras, como se fossem também salada.
OUTRAS PERGUNTAS
Luís Marchana, de Palmela, queria saber qual o nome de uma planta que existe denominada por ' isca' ( no Alentejo e Beira Baixa ). já tinha consultado alguns livros e não tinha encontrado.
Eis o que lhe respondi: Não encontra efectivamente o nome da planta em nenhum livro porque na realidade não existe nenhuma planta com esse nome.
Chama-se 'planta-isca' a qualquer planta capaz de fixar o nitrogénio atmosférico graças à simbiose com uma determinada bactéria (chamada rizóbio) que se encontra na raíz dessas mesmas plantas.
Estas plantas (normalmente leguminosas) são por exemplo a alfafa, o trevo, lentilhas, feijões, ervilhas, soja, amendoim...
É uma tecnologia natural, biológica, que substitui com vantagem a adubação nitrogenada. Chama-se 'planta-isca' a qualquer dessas plantas porque (tal como uma isca de pesca atrai o peixe) serve para atrair a bactéria do grupo rizóbio.
Parece que é de grande utilidade na agricultura biológica.
Nágila Pessoa, de Brumado-Bahia, pediu-me informações sobre a amora, fruto que está tendo o maior sucesso no Brasil por causa dos seus poderes medicinais.
Embora ainda não tivesse escrito nada sobre este fruto, adoro também amoras e foi um prazer responder: Pergunta-me sobre a amora, mas antes de responder,
gostaria de salientar que em português chamamos ‘amora’ a frutos de duas espécies completamente distintas – embora ambos muito bons para a nossa saúde e de gosto e aspecto semelhantes.
Um é o fruto da amoreira (morus nigra), árvore ou arbusto da família das Moráceas, de cujas folhas se alimenta o bicho da seda.
O outro é o fruto da silva ou amora silvestre (rubus fructicosus), planta lenhosa da família das Rosáceas, cujos frutos gostamos de colher quando vamos para os bosques.
As amoras da silva são dos frutos frescos mais ricos em anti-oxidantes e, além de deliciosas, são poderosas para combater (quase) toda a espécie de doenças.
São frutos com elevado teor de vitamina C e também manganésio, ricos em pectina (fibra solúvel) e em ácido acetilsalicílico (o princípio activo da aspirina),
sem contudo terem as mesmas contra-indicações dos produtos farmacêuticos industriais. Estudos recentes mostram a importância das amoras no combate ao cancro,
possivelmente devido à presença de ácido gálico que contribui para refrear a proliferação das céluluas cancerígenas, por exemplo, em cancros da próstata.
Quanto às amoras da amoreira, as suas virtudes são praticamente idênticas às das amoras silvestres, mas parece que os seus carotenóides têm acção anti-oxidante e protectora dos olhos.
As amoras da amoreira são igualmente ricas em ferro (o que é raro entre os frutos de baga), potássio, manganésio, magnésio e vitaminas do grupo B.
Nuno Torrete, do Montijo, perguntou-me se conhecia por entre a nossa flora portuguesa,alguma flor, raíz, que seja usada no tratamento de vitiligo.
A minha resposta possivelmente não ajudou muito: Gostaria muito de poder dar-lhe a informação que me pediu, mas as plantas que conheço que tratam do vitiligo são de origem asiática,
como o Ginko Biloba e, sobretudo, a Psoralea Corylifolia, uma planta da família das Leguminosas muito usada em medicina iurvédica na Índia, de onde é originária.
Desconheço se outras Leguminosas têm os mesmos efeitos. Todavia, atendendo a que é o psoraleno (composto químico que está na base de outros derivados),
segundo parece, o responsável pela acção benéfica da planta, e que este composto químico existe também noutras plantas como o aipo e a salsa, e mesmo a figueira-comum,
é possível que alguma destas plantas tenha também um efeito sobre o vitiligo. É uma questão de experimentar. Eu utilizo certas plantas ou substâncias naturais para fins terapêuticos
que não são mencionadas em nenhum livro ou artigo, mas que a minha própria experiência me mostrou que resultam efectivamente.
Quanto a plantas originárias do Brasil e usadas no tratamento dessa doença, desconheço. Vou fazer pesquisa sobre a mama-cadela.
E, para terminar por hoje, gostaria de convidar os meus leitores a virem “tomar uma infusão de plantas” aqui neste espaço verde, sempre que o desejarem.
DE MONTREUX A LUCERNA, SUÍÇA
Uma maravilhosa viagem de comboio
Os meus filhos ofereceram-me pelo meu aniversário uma viagem pela Suíça na chamada linha turística “Goldenpass” .
Em Portugal, as “cabecinhas pensadoras” têm vindo a eliminar muitas linhas férreas que, não só prestam serviço às populações como ainda são ou, pelo menos deveriam ser,
uma atracção turística de primeira grandeza, substituindo estes percursos por camionetas que só contribuem para aumentar a poluição que já existe e não é pequena.
Nos outros países, e neste caso particular na Suiça, recuperam-se todas as linhas férreas possíveis e usam-se os antigos comboios com fins turísticos.
É assim que existem vários percursos, sendo um deles o que vai de Montreux a Lucerna, dando a possibilidade de percursos mais pequenos a partir de certas cidades ou estações,
como é o caso da excursão ao “Jungfraujochh”, mais conhecido em literatura turística como “Topo da Europa”.
O “Jungfraujochh” situa-se nos Alpes a uma altitude de 3.454 metros e ali se encontram o mais alto posto de correio e a mais alta estação de caminho de ferro, velha de mais de 100 anos.
As excursões ao “Jungfraujochh começam na estação de Interlaken Ost e pode escolher-se entre dois circuitos: um via Lauterbrunnen, o outro via Grindelwald.
Ambos os circuitos param em Kleine Scheidegg, e daí para diante até ao fim da linha, há somente um mesmo circuito. Os “conhecedores” recomendam que tomemos o circuito de Lauterbrunnen na ida, e o circuito por Grindelwald à vinda.
Qualquer que seja a via escolhida, será uma maravilhosa experiência que ficará para sempre nas nossas memórias.
A última vez que estive em Santarém foi no ano passado, para almoçar com a minha amiga Arlete do
Raizonline, mas não tive grande tempo para visitas à cidade.
Aproveitámos, assim, estarmos agora de férias em Portugal para lá ir de novo.
Santarém é considerada a capital do gótico em Portugal, mas, sinceramente, acho que haverá outras cidades portuguesas igualmente candidatas ao título.
De qualquer modo, embora pequena, Santarém é uma cidade com bastante para ver, a dois passos de Lisboa.
Pensa-se que foi em Santarém que nasceu Pedro Álvares Cabral, o grande navegador português que descobriu a Terra de Vera-Cruz, primeiro nome dado ao Brasil.
Santarém foi conquistada aos Mouros por Dom Afonso Henriques em 1147, o mesmo ano da conquista de Lisboa. O sítio do antigo castelo mouro é agora um bonito jardim onde se ergue uma estátua do nosso primeiro rei
e de onde se disfruta uma vista espectacular sobre o Tejo. Do antigo castelo subsistem ainda algumas muralhas e torres.
PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO EM TURISMO Emigrantes portugueses convidados a participar
Na Universidade de Aveiro, encontra-se a decorrer (desde 2008) um projecto de investigação em Turismo, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia,
cujo tema se centra na avaliação do contributo do potencial retorno e fixação dos emigrantes portugueses para o desenvolvimento do turismo no seu local de origem, em Portugal.
A recolha de dados úteis, passíveis de ter um valor científico reconhecido, faz-se através do preenchimento de um questionário pelos emigrantes portugueses através da seguinte
hiperligação. A Universidade de Aveiro agradece desde já a quem quiser participar neste projecto.
Este ano, celebrámos o aniversário dos meus filhos em Genebra, só a minha nora é que não esteve presente porque se encontra na Namíbia por razões de trabalho.
Fomos almoçar a Yvoire, uma pequena cidade medieval nas margens francesas do Lago Leman, a cerca de 20 Km de Genebra.
Yvoire data de 1306 e foi até ao século XVI uma via importante de comércio pelos Alpes e a região do Lago Leman.
Tornou-se depois uma vila piscatória, que conserva o charme dos tempos antigos com os seu castelo medieval à beira do lago,
as suas inúmeras lojas pitorescas e os seus balcões floridos.
É hoje em dia um porto de abrigo bastante apreciado pelos vários iates que visitam a região.
Pode-se chegar a Yvoire de carro, de autocarro, de comboio e de barco, mas sugiro que contactem o
Ofício do Turismo para obterem as necessárias informações.
SUBSTÂNCIA CANCERíGENA Aviso da Faculdade de Ciências
Circula na internet desde 2003 uma mensagem com o seguinte titulo: “Aviso da Faculdade de Ciências”,
que pretende alertar o leitor para o perigo cancerígeno de uma substância química, o Lauril Sulfato de Sódio (LSS),
utilizada em diversos produtos de beleza. Parece ser mais uma falsa notícia, desmentida num artigo da revista
N magazine.
Não quis deixar de dar a minha modesta contribuição ao debate no seguimento dos (três) comentários sobre esse mesmo artigo.
É da discussão que nasce a luz e a minha visão do assunto é a seguinte.(ler mais)
Ontem, sábado, dei uma escapadela a Paris em TGV para ver a exposição sobre "Manet, Inventor do Modernismo" no Musée d'Orsay.
Tratava-se uma retrospectiva monográfica que pretendia igualmente explorar e esclarecer a situação histórica de Manet entre a herança do romantismo,
o impacto dos seus contemporâneos e o fluxo mediático da sua época. Tínhamos a visita marcada para as duas da tarde e, como chegámos cerca das 9 horas da manhã,
aproveitámos para ir logo até aos "Invalides", onde já não ia desde 1970! Como o tempo passa!
Depois da exposição, demos uma volta pela zona da "La Madeleine": umas compras em lojas especializadas em "guloseimas" de chocolate,
intercaladas com um chá e crepes num daqueles cafés com decoração um pouco "Belle Epoque". Adoro este estilo de cafés que me fazem voltar por instantes aos tempos da minha juventude.
O tempo esteve muito incerto, ora chuvia, ora fazia sol. Enquanto estávamos na bicha para entrar no museu, apanhámos uma molha como há muito tempo não me lembrava de uma igual!
Um amigo meu enviou-me há tempos uma mensagem divertida que gostaria de partilhar convosco, contando a estória à minha maneira. É muito oportuna com as eleições à porta.
Joaninha, uma menina de 7 anos de idade, estava sentada no passeio em frente da sua casa e tinha junto dela uma cesta com vários gatinhos; na sua mão, Joaninha tinha um letreiro que anunciava: GATINHOS GRÁTIS.
De repente, uma grande quantidade de carros grandes e caros pararam junto ao passeio. Do carro dianteiro saiu uma pessoa bem vestida (fato aí de uns 500 Euros) que...
(ler mais)
ALMOÇO ANUAL DOS MIÚDOS DO BAIRRO DA ENCARNAÇÃO
Há já alguns anos que não conseguia tomar parte no almoço anual dos Miúdos do Bairro da Encarnação;
realiza-se quase sempre em altura em que já me vim embora. Mas este ano estava em Portugal nessa data e foi maravilhoso rever tantos “jovens” da minha idade.
Infelizmente alguns já nos deixaram entretanto, mas a sua lembrança continua no nosso coração.
A SAÚDE DO CIDADÃO EUROPEU EM PERIGO
A directiva da União europeia sobre plantas medicinais
Raramento passo pedidos para assinatura de petições, mas esta é uma das que qualifico de grande importância para a saúde de todos nós.
Esta acção é extremamente urgente, pois a petição tem de ser assinada antes do dia 30 deste mês de Abril, data em que a União europeia pretende pôr em execução uma directiva que,
como tantas outras anteriores, só serve os grandes interesses económicos de um pequeno grupo – as multinacionais – sem o mínimo respeito pelos cidadãos europeus e a sua saúde – esta directiva tem a ver com a nossa saúde.
Trata-se da directiva 2004/24/CE relativamente à qual tem havido... (ler mais)
Se, tal como eu, estão fartos de toda a violência, tragédias e ousadas cenas de sexo com que os meios de comunicação e os produtores mais conhecidos nos bombardeiam quotidianamente,
então aconselho-vos a irem ver o filme português "Dot.com" produzido e realizado por Luís Galvão Teles, e garanto-vos que será como uma lufada de ar fresco num dia de muito calor.
Trata-se de uma estória deliciosamente divertida e tendo como pano de fundo uma paisagem lindíssima: a pequena aldeia do Beco (Ferreira do Zêzere), na região de Tomar.
Todos nós precisamos de rir ou pelo menos sorrir todos os dias e esta comédia traz-nos uma dose de vitamina “bom humor” que nos dá para uma semana.
FIM DE SEMANA EM PARIS Participação no Salão do Livro
No regresso de Portugal, fiz um fim-de-semana em Paris para participar no Salão do Livro, a convite do editor do meu livro bilingue francês/português
Le Père Noël est enrhumé/O Pai Natal está constipado.
Uma ocasião privilegiada para conhecer pessoalmente alguns dos meus leitores.
Esteve um tempo belíssimo, embora fresco, mas infelizmente não pude aproveitar grande coisa, pois cheguei perto da hora do almoço de sábado e as sessões de autógrafos eram durante a parte da tarde.
No domingo, a minha presença estava prevista para de manhã, a fim de que pudesse tomar à tarde o TGV para o Luxemburgo.
De qualquer modo, é sempre muito mais agradável quando há sol e não chove.
O ano de 2011 começou em beleza quanto a viagens e acontecimentos culturais. Três dias depois de regressar de Portugal, tomei o comboio até Genebra para passar uns dias com o meu filho,
e de lá comprámos um voo "low cost" e fomos no fim de semana até Londres. A capital inglesa apresentava duas grandes exposições:
Paul Gauguin, Criador de Mitos
A exposição sobre Gauguin tinha sido organizada pela Tate Modern, em parceria com a National Gallery of Art de Washington, e terminava a 16 de Janeiro de 2011.
Estavam aí representadas obras de todos os períodos de actividade artística de Gauguin (c. 1880–1903):
óleo, aguarela, pastel, desenho e estampa, escultura em cerâmica e em madeira, e outros géneros como natureza morta e paisagem.
Canaletto e os seus Rivais
A exposição sobre Canaletto, também só aberta até 16 de Janeiro, apresentava um magnífico conjunto das suas pinturas do período veneziano assim como obras de renome dos seus rivais do século XVIII,
nomeadamente do seu sobrinho Bernardo Bellotto e de Francesco Guardi, pintor que chegou a representar uma verdadeira ameaça para Canaletto nos últimos anos da sua vida artística.