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DESTRUIÇÃO FRENÉTICA DA FLORESTA

A última rubrica deste ano é precisamente sobre esse aspecto TERRORIZANTE de como as zonas verdes estão a desaparecer, a um ritmo inimaginável, em nome do progresso... de "encher os bolsos" de alguns tubarões de duas pernas...

Este vídeo mostra como uma empresa (coligada da Votorantim) efectua o desbastamento de uma floresta de eucaliptos.

Se nunca viram o processo, tenho a certeza de que JAMAIS poderiam imaginar que é FEITO COM APENAS 1 FUNCIONARIO e – o mais incrível ainda – para cortar, limpar e transformar uma árvore de eucalipto em toro, PASMEM, leva menos de 10 segundos!

Como acham que vai estar o planeta dentro de alguns anos?

E isto é somente uma gota de água num imenso oceano de outros exemplos...

Postado por Dulce Rodrigues a 16 de Dezembro de 2009

TAGS: escritores portugueses, blogue escritora dulce rodrigues, destruicao floresta amazonia, desaparecimento zonas verdes, desflorestaçao, desbaste florestas

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ELEIÇÕES PARLAMENTARES 2009
Aproveitemos para renascer das cinzas como o Fénix

É altura de sabermos zelar pelos nossos interesses e direitos, e de fazermos notar que – tal como se passa nos outros países – são os Portugueses que têm a prioridade de decisão nos assuntos que dizem directamente respeito ao seu país. Se não formos nós a defender a nossa Pátria, quem o fará por nós? Ou será que a Pátria portuguesa tende a desaparecer porque a maior parte dos Portugueses já não sabem o que é patriotismo? A não confundir com “nacionalismo”, palavra tão do gosto de certos demagogos que se servem da ignorância dos outros para poderem continuar a proliferar…

O momento chegou para uma grande reflexão sobre o que temos feito no passado, para que esses erros não se repitam no futuro. E quanto aos nossos governantes, será bom que compreendam que foram eleitos para servir o país e o seu povo, não para se servirem a si próprios.

A crise que atravessamos (e também o resto do mundo) é económica, mas é sobretudo social e cultural, moral e espiritual. E no que nos diz respeito a nós, Portugueses, não é de hoje, mas sim de há muito… Em Portugal, gerações houve de filósofos, de sábios, de artistas… Mas a elas sucedeu uma “tribo” vulgar de eruditos sem poder crítico, de académicos de mangas de alpaca, de imitadores sem criatividade, de oportunistas hipócritas. Comprazemo-nos na contemplação das misérias que a comunicação social nos faz engolir… No compadrio de intrigas estéreis e invejosas… No uso de expedientes como modo de vida. Elegemos a ignorância como sabedoria… E deixámos que o vício tomasse o lugar, pouco a pouco, do vazio deixado pela moral e a dignidade… Estamos confortavelmente instalados na mediocridade. Segundo o princípio de causa e efeito, estamos a colher o que semeámos.

O povo português é contraditório e, sobretudo, paradoxal. É um povo que fala mais com o coração do que com a cabeça, pelo que não é um povo racional. Daí o não saber eleger os seus governantes – aqueles que teve no passado e aqueles que tem no presente. Como os nossos govenantes têm sido mediocres, o país não pode avançar. “Em terra de cegos quem tem um olho é rei”, lá diz a sabedoria popular. E como, geralmente, para compensar terem um só olho, têm também uma ambição e uma hipocrisia desmesuradas, facilmente se desembaraçam dos que têm dois olhos, normalmente honestos e demasiado ingénuos para acreditarem que os outros podem ser diferentes

O povo português é um povo nobre e generoso e um povo de génio quando o coração é comandado por uma cabeça que pensa. A sua natureza inconstante, porém, leva-o a recorrer a todo o tipo de expedientes para sobreviver e, se não for sustido por uma força superior que o mantenha nesse estado superior, deixa-se imediatamente levar de novo pela mediocridade. É o que tem sucedido, precisávamos de ter de novo a comandar-nos um Dom Afonso Henriques ou um Dom João I, sem dúvida duas das personagens mais extraordinárias da nossa gloriosa História.

Temos de acordar! Temos de renascer das cinzas como o Fénix… Não com idealogias utópicas mas sim com realidades concretas saídas da acção… Acção que depende de cada um de nós, pois um povo é constituído por todos aqueles que o amam e que dele fazem parte… intelectuais ou artesãos… baixos ou altos… gordos ou magros… bonitos ou feios. Todos nós somos filhos dum mesmo país, não o podemos deixar morrer – sob pena de desaparecermos também, não só como povo, mas também como indivíduos!

Aproveitemos estas eleições para nos desembaraçarmos de tudo o que não presta. Claro que a escolha não é fácil, porque nenhum dos candidatos está à altura das responsabilidades que vai assumir, mas, como se costuma dizer e parece ter sido a opção tomada por Norte-Americanos e Franceses durante as últimos eleições “entre dois males, escolhamos o menos mal”. E pior do que o que temos tido, já não é possível, por isso, qualquer outro governo que possa vir será sempre melhor do que o que temos tido. Pior seria impossível.

Postado por Dulce Rodrigues a 26 de Setembro de 2009

TAGS: escritores portugueses, blogue escritora dulce rodrigues, democracia, eleicoes parlamentares 2009, governo socrates, corrupcao politica, partido socialista portugal

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HERANÇA HISTÓRICO-CULTURAL PORTUGUESA NA ETIÓPIA

As realizações arquitectónicas que os Portugueses deixaram espalhadas pelo mundo são notáveis, mas em muitos casos pouco ou nada conhecidas fora dos países em que se encontram implantadas. Um desses lugares é a Etiópia, e foram os próprios Etíopes que me fizeram descobrir essa rica herança quando da minha recente viagem àquele país. Gostaria de partilhar convosco fotografias de algumas dessas riquezas. No que respeita aos acontecimentos históricos que ligaram Portugal e a Etiópia, não existem monumentos como testemunho; são factos que somente fazem parte da memória colectiva do país e se encontram mencionados nos livros de história.

A primeira ponte portuguesa – na realidade a primeiríssima ponte construída em Africa digna de se considerar uma ponte – foi construída em 1620 no caminho que leva às Quedas do Nilo Azul. Levei cerca de 45 minutos, sempre a subir por caminhos pedregosos e de piso irregular, para chegar ao cimo da colina, tendo sido ajudada em grande parte do percurso por um dos jovens etíopes que acompanhavam o nosso grupo. Mas valeu a pena, perante a magnífica vista das cascatas fumegantes do Nilo Azul. Ao lançarem-se em cachoeira pelos pinhascos, as águas do rio parecem fumegar, pelo que os habitantes da região lhes chamam “Tis Isat” , que significa “lume fumegante”.

Ponte portuguesa, Etiópia

Quedas do Nilo Azul, Etiópia

Situada na garganta do Nilo Azul, a cerca de 50 quilómetros abaixo da nascente do rio no Lago Tana, encontra-se uma outra ponte construída pelos Portuguesas. Os materiais foram pedra, areia, cal e ovos!! Sim, sim, ovos, que antigamente eram usados para dar elasticidade nas juntas. Esta ponte era destinada à passagem de pessoas e burros unicamente; sofreu rupturas e reparações em diversas ocasiões – daí chamarem-lhe "ponte partida" – mas depois da derrota italiana durante a Segunda Guerra Mundial, nunca mais foi reparada convenientemente. A população local ainda a utiliza porém, pois assim evitam o longo caminho até à ponte mais próxima: ligando várias cordas umas às outras por meio de nós e com 6 homens de cada lado a puxar, uma a uma as pessoas conseguem atravessar a fenda existente na ponte.

O complexo de Gondar, composto de castelos e outros edifícios, foi iniciado durante o reinado do imperador Fasilidas (1632-67), que para ali mudou a capital da Etiópia, e continuado depois pelos seus sucessores. A influência portuguesa está bem visível na arquitectura dos edifícios.

Castelo de Fasilidas, Gondar, Etiópia

Castelo de Fasilidas (porta), Gondar, Etiópia   Castelo de Fasilidas (janela), Gondar, Ethiopia

Para ver mais algumas fotografias do complexo de Gondar, queira visitar Multiply.com.

PostadO por Dulce Rodrigues a 3 de Março de 2009

TAGS: escritores portugueses, blogue escritora dulce rodrigues, viagens africa, etiopia, preste joao, arquitectura renascenca, vestigios portuguese africa, gondar

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